quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Miguelito, 1° moleque!

Na segunda-feira, dia 29/09, meu sobrinho nasceu. Eu queria assistir o parto, mas não consegui por causa da faculdade, pena! T.T
Já que só no fim de semana que posso ir pra Sanja City, fico ligando quase todos os dias para minha irmã para saber noticias, nesses dia escutei o chorinho dele pelo telefone, fiquei muito feliz!

Ele é o nosso 1° moleque, já tenho a Julia e a Fani, o 2° moleque nasce em Janeiro (eu acho). A minha irmã até ontem ainda tinha duvidas sobre o nome, mas agora ela já decidiu e é oficial, o nome desse anjo é MIGUEL!

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Dia Ruim


Infelizmente não estamos livres de viver um dia inteiramente ruim, em que vai acontencendo somente desastres no decorrer do dia... como se fosse uma maré de azar interminavel, e que parece que vc não vai nem ao menos sobreviver no final do dia. O pior é quando a culpa é inteiramente sua e nem um pedido sincero de desculpas concerta o que vc fez...


É triste estar triste e fazer outras pessoas ficarem tristes...


Só espero que o tempo passe depressa e leve pra longe este dia ruim...

domingo, 28 de setembro de 2008

segunda-feira, 19 de novembro de 2007

A palavra mágica


Certa palavra dorme na sombra
de um livro raro.
Como desencantá-la?
É a senha da vida
a senha do mundo.
Vou procurá-la.

Vou procurá-la a vida inteira
no mundo todo.
Se tarda o encontro, se não a encontro,
não desanimo,
procuro sempre.

Procuro sempre, e minha procura
ficará sendo
minha palavra.
[Carlos Drummond de Andrade ]

domingo, 4 de novembro de 2007

Traduzir-se


Uma parte de mim
é todo mundo:
outra parte é ninguém:
fundo sem fundo.
Uma parte de mim
é multidão:
outra parte estranheza
e solidão.

Uma parte de mim
pesa, pondera:
outra parte
delira.

Uma parte de mim
almoça e janta:
outra parte
se espanta.

Uma parte de mim
é permanente:
outra parte
se sabe de repente.

Uma parte de mim
é só vertigem:
outra parte,
linguagem.

Traduzir uma parte
na outra parte
— que é uma questão
de vida ou morte —
será arte?

[Ferreira Gullar]

sexta-feira, 2 de novembro de 2007

Chove. Que fiz eu da vida ?

Chove. Que fiz eu da vida?
Fiz o que ela fez de mim...
De pensada, mal vivida...
Triste de quem é assim!
Numa angústia sem remédio
Tenho febre na alma, e, ao ser,
Tenho saudade, entre o tédio,
Só do que nunca quis ter...
Quem eu pudera ter sido,
Que é dele?
Entre ódios pequenos
De mim, estou de mim partido.
Se ao menos chovesse menos!
[Fernando Pessoa]

Não sei quantas almas tenho

Não sei quantas almas tenho.
Cada momento mudei.
Continuamente me estranho.
Nunca me vi nem acabei.
De tanto ser, só tenho alma.
Quem tem alma não tem calma.
Quem vê é só o que vê,
Quem sente não é quem é,
Atento ao que sou e vejo,
Torno-me eles e não eu.
Cada meu sonho ou desejo
É do que nasce e não meu.
Sou minha própria paisagem;
Assisto à minha passagem,
Diverso, móbil e só,
Não sei sentir-me onde estou.
Por isso, alheio, vou lendo
Como páginas, meu ser.
O que sogue não prevendo,
O que passou a esquecer.
Noto à margem do que li
O que julguei que senti.
Releio e digo : "Fui eu ?"
Deus sabe, porque o escreveu.

[Fernando Pessoa]